Codinome Beija-flor

amplificando segredos de liquidificador

Inspirador Agosto 15, 2009

Arquivado em: Momento — Beija-flor @ 9:44 pm

Pra me dar força, escreví no espelho do meu quarto:

Foto 0026

Coisas de Caio Fernando Abreu – minha nova fixação

 

WOODSTOCK Agosto 15, 2009

Arquivado em: Música, Olhando o mundo — Beija-flor @ 1:20 am

40 anos do festival flower power que fez história, fez cultura, mudou o mundo e reuniu gênios por uma causa mais que nobre numa geração adimirável.woodstock_music_festival_poster

Paz, cooperação, amor livre, música da melhor qualidade e muitas drogas. Analise sob o prisma que lhe apetecer.

Queria juntar muito material e fazer o post mais legal do universo, com tudo tudo mesmo. Mas em tempos de wikpedia e google isso não é grande mérito. E afinal tô escrevendo pro meu blog e não pruma enciclopédia.

Woodstock, nessa minha visão musicófila, adolescente e abobada foi o festival onde o The Who tocou sua ópera rock inteirinha, onde Janis se mostrava divinamente, onde Jimmi tocou o hino americano, onde o Santana tocou tão louco de ayahuasca que achava que o braço de sua guitarra era uma grande cobra eletrizada e incontrolável. Onde a geração Vietnã, burguês padrão, resto de sonho americano, Nixon-republicana-opressora sucumbiu por pelos menos 3 dias à esperança sonora, colorida, psicodélica e que sabia com o que sonhar.

E mais do que isso Woodstock inspira. O Ecos são ouvidos até hoje (MGMT e outros queridinhos modernosos não me deixam mentir), mas acho que se devia se prestar mais atenção. 500 mil pessoas, um festival que começou “pequeno” e pago pra virar público e enorme, incontrolável, maior que sí!

Uma busca insana pela paz (apesar do tamanho e da pouquíssima organização do festival, não há registro de violência), contra cultura escancarada alí. Um grito jovem pra alterar aquela ordem quadrada e indesejada. Não digo que eles eram maravilhosos, heróicos, indefectíveis, mas encontraram um jeito pra mudar o mundo. No mínimo marcaram. O mundo precisava daquilo.

E agora? Do que o mundo precisa? Estamos nós dispostos a fazê-lo?

“Eles venceram e o sinal está fechado pra nós que somos jovens”. Será?

Se a mentalidade exigida já não é “sexo, drogas e rock’n'roll” , teje certo que “axé, cachaça e putaria” também não.

Adimiro muito, e cansei de ser essa reedição barata de gente.

 

Show das xícaras Agosto 15, 2009

Arquivado em: Música — Beija-flor @ 12:17 am

Era mais um sexta-feira de sol e manifestação da CUT na Avenida Paulista. A despeito do trânsito e do estresse, seguí feliz e contente rumo à Fnac para juntar-me a mericsson 014ais uns tantos fãs de mais uma boa surpresa da nova mpb: Tiê.

Cheguei 1 horinha mais cedo pra garantir minha  senha, caso necessário, e nem sinal de show no acanhado palco ao lado do Frans Café. Fui almoçar, voltei e me deparei com uma moça de camiseta do batman, cabelo desgrenhados , óculos de sol e cara de pouquíssimos amigos dedilhando o violão. Decepção momentânea. A atmosfera completamente intismista deixava a artista desprotegida e revelava seu humor-de -acabei-de-acordar. Aos poucos as coisa foi melhorando. Óculos na mesa e olhos (doces, ternos) à vista, cabelos solto, pequenas reclamações cotidiana. “Vocês viram a manifestação aqui né?! Não quis ficar no trânsito e vim de metrô carregando tudo isso. Na volta, não quero nem saber, espero no trânsito”. E  a voz, E QUE VOZ, aquela mesma que se tem notícia em estúdio. Melodias doces, letras singelas, mais uns “causos” que nos faziam sentir na sala de estar daquela amiga riquinha que toca violão (mesmo que a cantora não se sentisse tão confortável com o tilintar incessante no balcão ao lado, ou com a animação das ofertas do dia). Durante 45 minutos curtimos música boa, histórinhas meigas e a simpatia da Tiê ! Ela, que parecia olhar pra cada um dos 30 ou 40 rostos que alí ouviam, que sentou no chão pra autografar caderno, distribuiu sorrisos, fez piadas…

É, nada mal pra mais um almoço ensolarado na paulista.

ericsson 015

 

Estarrecida Agosto 14, 2009

Arquivado em: Memória — Beija-flor @ 3:34 am

eu te amei muito.

Nunca disse, como você também não disse, mas

acho que você soube.

Pena que as grandes e as cucas confusas não saibam amar.

Pena também que a gente se envergonhe de dizer,

a gente não devia ter vergonha

do que é bonito.

Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo,

e que então tudo vai ser mais claro,

que não vai mais haver medo nem coisas falsas.

Há uma porção de coisas minhas que você não sabe,

e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi

de você e voltei e tornei a fugir.

São coisas difíceis de serem contadas,

mais difíceis talvez de serem compreendidas

— se um dia a gente se encontrar de novo, em amor,

eu direi delas, caso contrário não será preciso.

Essas coisas não pedem resposta nem ressonância

alguma em você: eu só queria que você soubesse do muito amor

e ternura que eu tinha — e tenho — pra você.

Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém,

como você existe em mim.”

Nós pulamos de um livro do Caio F. Abreu

É como se alguém entendesse minha história melhor que eu.

 

(1915-2009) Agosto 14, 2009

Arquivado em: Memória, Música — Beija-flor @ 12:07 am

Sim, o Les Paul morreu. Aquele simpático senhor que tanto fez pelos rock, pela gibson e pelos guitarristas.

É difícil ficar me delongando sobre a história desse ultra pioneiro gênio fodão e etc, não sei por onde começar, nem se estou a altura de escrever sobre tal . Mas ele merece todas as homenagens rock’n'roll desse mundo.

les-paul

 

Inspiração Agosto 10, 2009

Arquivado em: Poesia — Beija-flor @ 2:51 am

Resolveu me visitar, deu nisso:

Não quero nós dois pra sempre
Eu quero o que eu quiser
Me livro deste amor doente
Te ligo quando eu puder

Eu quero você presente
Aqui, a me fazer mulher
Se a gente se desentende
Só vira nós dois quando der

Esdruchulo

Meu poema é rápido
Vem assim, de súbito
Forte como um ácido
Violento como vômito

Tem um quê de escatológico
Busca um apelo lúdico
Supera o que há de lógico
E desconscerta o púdico

Esquece o que há de prático
Desfaz o jogo da métrica
Extrapola o  dramático
Vira poesia tétrica

Não se importa em soar patético
Provoca a platéia estática
Pois perfiro isso ao tom cínico
De mais um discurso político

 

Quando eu digo Agosto 8, 2009

Arquivado em: Momento — Beija-flor @ 2:39 pm

Sentimento

Ferimento

Sofrimento

Coração

Ilusão

Proteção

De Indiferença

E Cimento

 

Foi-se Agosto 6, 2009

Arquivado em: Poesia — Beija-flor @ 11:05 pm

De repente a rima some

Vira vício ou rotina

Fica trancada no sonho

Com meu jeito de menina

Mas se some a poesia

Com o que é que eu vou ficar?

Junto com a fantasia

Foi-se o gosto de amar

 

Não vou mudar! Agosto 6, 2009

Arquivado em: Opinativa (coisa séria, ou não) — Beija-flor @ 1:49 am

Grande novidade, Sarney… nem você, nem eu

É…. um post até politizado, mas em tom de desabafo. Acompanhar a política brasileira quase dói tanto quanto a estupidez do melhor amigo.

Confesso que não conseguí terminar de ler o discurso do Sarney na íntegra… é tanta enrolação,  tanta dissimulação.. uma mistura de preguiça e asco.

Acompanho o show escatológico do Senado entre o interesse e o dever. Não posso, não devo e não quero me alienar do mundo.  Tem o vestibular, a vida (juro…ainda tem). O escândalo Sarney também envolve a mídia não só no sentido das diferentes formar de cobertura , como também sendo uma vítima do coronelismo dos Sarney no Maranhão…. Tudo isso me enjoa de verdade, mas  me motiva a me mexer, nem que seja nesse protesto semi-calado no blog.

Esse meu gosto por política e estranho mesmo, flerte pouco seguro.  “Ruim com ela, pior sem ela”. Eu gosto de saber das coisas, por piores que elas sejam… e  a situação nunca é boa. Um “vale a pena ver de novo” de uma comédia pastelão de mal gosto. Você sabe o final.  Você não rí.

Os Robertos Jeffersons continuarão sendo eleitos.

Os casos Renan Calheiros  continuarão sendo arquivados e ESQUECIDOS.

Eles são muitos, “não podem ser julgados como uma pessoa comum” e continuarão erguendo seus castelos (NÃO é figurado)… ah, e dançando a pizza, lógico.

 

Sentir-me em casa Agosto 5, 2009

Arquivado em: Momento — Beija-flor @ 3:20 am

Desembarquei na consoloção depois de um mês e me dei conta de quanto aquilo me fazia falta, e porque eu chorei no aeroporto.

Estar em casa não é simplesmente voltar à terrinha, é mais que dormir com o próprio travesseiro e não depender do computador alheio.

Foi só hoje que eu me sentí completamente de volta, naquela avenida cinza-concreto, colorido-gente, barulho-buzina e paz-livraria, toda ricamente composta.

Mas não foi só isso… Sentir-me em casa é um processo que envolve o carinho e a saudade dos que ficaram, misturada com souvenir dos que vieram, é  lembrança daqui e de lá que salta na hora de contar.

Sentir-me em casa é invariavelmente sentir-me bem, pois até mesmo os problemas são mais seus e isso não é de todo o ruim.

Juro que o sol brilhou mais forte na rua do que na casa vazia.