Codinome Beija-flor

amplificando segredos de liquidificador

Madrugada de outubro Outubro 18, 2009

Arquivado em: Poesia — Beija-flor @ 3:05 am

Não me contento em conhecê-lo, afagá-lo

Quero sê-lo

Quero está-lo

No estalo selado do beijo

No desejo mais melado

No mistério divertido

No amante namorado

Não amar antes, sem cuidado

Atenção ao mar nunca dantes navegado

A tensão do encontro marcado

O tesão de um corpo estirado

Vulnerável no estrado

Um fado

Um desejo

Um beijo

E morangos mofados

 

Ciclo virtuoso Outubro 18, 2009

Arquivado em: Poesia — Beija-flor @ 2:44 am

Ler me inspira a escrever. E quanto mais eu escrevo mais eu quero ler. Aí sai mais ou menos isso:

 

Não me dissuadirão

Ainda que muito eu viva

Do teu amor me fiz cativa

Não houve necessidade

Fostes minha opção decisiva

Do teu amor me fiz cativa

Por felicidade, teimosia,

Ainda que sem motivo

Espero que do meu amor

Tu também te faças cativo

Insistirei fielmente

Nessa ferida corrosiva

Do teu amor serei cativa

Uma paixão surgirá

Talvez com muitas conviva

Do teu amor serei cativa

“Es mub sein” – sina escolhida

Meu destino verdadeiro

Teu amor, meu cativeiro

 

Inspiração Agosto 10, 2009

Arquivado em: Poesia — Beija-flor @ 2:51 am

Resolveu me visitar, deu nisso:

Não quero nós dois pra sempre
Eu quero o que eu quiser
Me livro deste amor doente
Te ligo quando eu puder

Eu quero você presente
Aqui, a me fazer mulher
Se a gente se desentende
Só vira nós dois quando der

Esdruchulo

Meu poema é rápido
Vem assim, de súbito
Forte como um ácido
Violento como vômito

Tem um quê de escatológico
Busca um apelo lúdico
Supera o que há de lógico
E desconscerta o púdico

Esquece o que há de prático
Desfaz o jogo da métrica
Extrapola o  dramático
Vira poesia tétrica

Não se importa em soar patético
Provoca a platéia estática
Pois perfiro isso ao tom cínico
De mais um discurso político

 

Foi-se Agosto 6, 2009

Arquivado em: Poesia — Beija-flor @ 11:05 pm

De repente a rima some

Vira vício ou rotina

Fica trancada no sonho

Com meu jeito de menina

Mas se some a poesia

Com o que é que eu vou ficar?

Junto com a fantasia

Foi-se o gosto de amar

 

A amada Junho 11, 2009

Arquivado em: Memória, Poesia — Beija-flor @ 8:08 pm

você é aquela pra quem eu queria escrever um poema,
mas me faltam as palavras.
para quem eu queria compor uma música mas me falta
o ritmo adequado para o tom de tua voz
Que eu queria dar uma rosa,
porem não há rosas que te merecem no outono
que eu queria dar as estrelas, a lua e o sol
mas me falta teu brilho, fé e força para os tirar do céu azulado.

Você é aquela para quem queria me expressar,
mas me falta a coragem
Com quem gaguejo para falar,
me faltam palavras
e as idéias me fogem
junto de meus olhos que vão parar nos teus olhos,
na tua face, em cada pequeno detalhe.

Tais versos ja soam como um clichê,
que envolve o que realmente quero dizer, que porem,
tambem não sei ao certo oque é.
Só há uma coisa que sobra em mim, que é o sentimento
porem do que ele me serve
se ainda me falta
A Amada.

(Guilherme A.  Mundim)

Pra marcar o dia dos namorados… mesmo que eu esteja muito longe desse clima

 

Procura-se Maio 21, 2009

Arquivado em: Poesia — Beija-flor @ 12:33 am

Eu quero um par que dance um bolero descalço em plena sala de estar. Que ouça Baden, Jobim, Noel, Paulinho, Radiohead, Los Hermanos, Supertramp e o jogo do São Paulo.

Quero um companheiro de caminhada na paulista

De cinema até cansar a vista

De brincar de ser artista.

Quero a lira de meus todos anos

Os possíveis desenganos

Brincar de ser mais que um

Quero abraços meigos

Chamegos, desassossegos

O que há de ruim em ser bom?

Ser compreendida na minha loucura

Nos versos livres de clausura

Minha brincadeira de menina pura

Meu infinito delírio

 

Cabeças da rádio Março 31, 2009

Arquivado em: Memória, Música, Poesia — Beija-flor @ 12:55 am

Sons cintilam e sentem

No trépido torpor de tristes trevas

Ilumina-se, fundo de minh’alma

Vibra, enlouquece, acalma

Cantam, contam, aquietam

Depois de anos, desejada quimera

Oito álbuns, tanta espera

Não foram em vão, enfim valeram

Trinta mil auras, trinta mil halos

A força de trinta mil cavalos

Trinta mil em outro estágio

Trinta mil cabeças de rádio

 

E se eu dissesse que eu te odeio? Março 31, 2009

Arquivado em: Poesia — Beija-flor @ 12:33 am

De repente, provocar…

Precisa de motivo?

De repente, te odiar

Me faça sentir vivo

De repente, no seu mundo

Haveria reação

De repente, lá bem fundo

Seria mera constatação

Dizer, sem voltar atrás

Talvez você nem ligasse

Você seria capaz?

Olhar de cima, me atingir em cheio

O que você faria

Se eu dissesse que eu te odeio?

 

Dia drama Dezembro 22, 2008

Arquivado em: Momento, Poesia — Beija-flor @ 12:49 am

Em dias drama, alegrias viram culpa

Em dias drama, certezas viram cobrança

Em dias drama, distância física vira pleno esquecimento

Em dias drama, ócio vira neura

Em dias drama, desejo vira  meta inalcançável

Em dias drama, mistério vira tragédia

Em dias drama, dúvida vira a pior opção

Em dias drama, nada parece tão bom quanto é

Em dias drama, saudade dói

Em dias drama, estômago dói

Em dia drama, solidão ataca

Dias drama são marcados por uma terça menor, um bemol sem fim, um céu cinza e muitas crises de todo o tipo…

 

Dos Músicos Dezembro 5, 2008

Arquivado em: Memória, Poesia — Beija-flor @ 11:23 pm

Músicos sabem se divertir, e perdem a hora tocando, e sempre adolescem no comando de seus brinquedos.

Músicos gritam, desafinam, saem do tom, fazem caretas.

Músicos gostam de músicos, se entendem com músicos, falam em notas, em tons… em música.

Músicos têm charme, fazem charme e gostam de ser reconhecidos por isso. Tem quem olhe pra platéia com cara de “ai, se eu te pego”, quem mande beijo, quem aponte, ou (na minha opinião, os melhores) os que são charmosos porque tocam, se empolgam, balançam os cabelos, mordem a língua, dão pulinhos e não estão nem aí pra platéia.

Músicos encantam, me encantam… Porque qualquer um fica mais bonito fazendo o que gosta.