Queimamos sutiãs em praça pública, conquistamos o direito de votar e já somos lideranças políticas. Chefiamos família, cumprimos jornada tripla com depilação, menstruação, reclamação. Nós damos conta.
Mas tem certas coisas impossíveis. Não porque não damos conta, mas porque não PRECISAMOS dar. Não é possível que depois de tudo que a gente não possa querer uma coisa tão simples: outra coisa. Não sei se eles sempre precisam de uma muleta ou é uma endemia da geração, mas eles nunca percebem isso.
Homem é tudo igual e a história é sempre a mesma. Arbitrariamente, os ditos colocam na cabeça que nós queremos “algo sério”, toda uma situação é desenvolvida em torno disso até que eles somem, é claro, porque não queriam a coisa séria. Eles saem de cena, muito coerentes, sem dizer o que quiseram, queriam ou ainda querem com tudo aquilo. ESCUTA AQUI, CARA PÁLIDA, NÃO FALTOU SABER DA GENTE?!
Existem mulheres que estão tranquilas no canto delas. Que não querem ficar junto depois da primeira ficada, namorar depois da primeira transa, conhecer família, mudar status de facebook, trocar alianças nem nada disso. Elas querem o que vocês dizem querer, mas nunca parecem estar dispostos a construir. Não somos mal amadas, nem metidas a modernas, nem devoradoras de homens, nem fúteis… não, não. A gente só sabe “amor não é fácil de achar” e prefere esperar em boa companhia.


