Codinome Beija-flor

amplificando segredos de liquidificador

Eu náo sei dicer pórtugueis Setembro 13, 2009

Arquivado em: Música — Beija-flor @ 4:17 pm

Beirut fez o carnaval indie no Via Funchal.

Ressalto Beirut porque eles mostraram que são muito mais que banda de apoio do Zach Condon. Mas comecemos pelo começo.

Uma noite perto da Daslu. Muitos indies. Aqueeele clichê. A nata da social cult estava por lá: Indie-brechó, Indie-teatro, Indie-bukowski, Indie-pai, Indie-filho. Eram barbas, cabelos e bigodes. Chapéus-coco, boinas e panamás. Xadrez, all-star, reverbcity, conto do vigário, nonsense, needles & pins, sound & vision  e mais (inclua sua enumeração indie aqui). E valeu a pena chegar antes pra fazer o people wathcing nosso de cada dia e chegar a essas conclusões.

Valeu a pena chegar mais cedo? Opa, retiro o que eu disse. Quem dera atrasar e perder a “banda” de abertura. Manacá entrou no palco com aquele ambiente de churrascaria. As pessoas procuravam sua CADEIRAS (erro 1: show sentado) enquanto a banda assassinava “Canto de Ossanha” (erro 2, muito pior).

É meus amigos, nada é bom demais que não possa ter o dedo da Dona Globo pra botáafudê. A banda da Capitolina tinha que dar o ar da graça pra justificar o sucesso de “Elephant Gun”. O mais engraçado é que a banda é, de fato, da Capitolina.  Leticia Persiles tá precisando de uma desobsesão pra se livrar na personagem da microsérie. A atitude forçada, a voz fraquinha e a miscelânia errada de culturas garantiu um espetáculo de interrogações na platéia: O que essa mina tá fazendo aí?

Salvou-se Toninho Ferraguti, Claro. Mas por favor, muito pesudo essa mistura de marcatu, milonga, música clássica, rock pesado e bossa nova. Mais sorte da próxima vez, Manacá.

Mas aí veio Beirut e ninguém mais se importou. Começou logo com Nantes e a plateia por sí corrigiu o erro 1: todo mundo de pé, de forma bastante civilizada, inclusive respeitando a divisão monetária do negócio. Pagou menos, ficou atrás, não reclamou. Não demorou muito pra tocarem “Elephant Gun” que não foi tão cerejinah do bolo quanto eu imaginava. QUE ÓTIMO. A animação do público era tão grande que não teve muita diferença entre o hit e o resto. Tudo igualmente animado, uma beleza!

LEÃOZINHO! LEÃOZINHO! Se a plateia não cala, Zach arrisca o refrão e diz que esqueceu a letra (oh fuck!) e o baixista dá uma palinha só pra gente passar vontade. Decepcionou ? Talvez. Comprometeu? Jamais! Até porque teve Brazil, sambinha do bom pra inglês ver. Javanaise, Serge Gainsbourg pra ano da França do Brasil nenhum botar defeito!

Uma salva de palmas a todos os músicos do coletivo: mesmo com formação reduzida a banda não decepcionou. Paul Collins animadíssimo. Ao menos, penso que era ele. Os nerdinhos trocam tanto de intrumento que é díficil encotnrar a informação certa de quem é quem.

“Toca Raul”, Zach  divertiu, se divertindo. Magnetismo deve ser a palvra. Sintonia de muitos. Uma coisa forte.

Fimzinho. “This will be our last song. It would be nice if you came close to the stage”. SIIIM, todo mundo pra área Vip, mas longe do caos baiano. Mostramos o que os baiano não tiveram, um público educado. anfitriões que sabem se portar como bons convidados. O Zach também não tava ridiculamente bêbado e parece ter curtido de verdade mesmo o show. Foi lindo demais, foi lindo. De tão lindo, a platei barulhentíssima e muito preseverante ganhou até uma canjinha pós bis.

O via Funchal era uma festa.

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Setlist

1.Nantes
2.The Shrew
3.Cozak
4.Elephant Gun
5.Scenic World
6.My Wife
7.Postcards from Italy
8.The Akara
9.La Javanaise (Serge Gainsbourg cover)
10.Mount Wroclai (Idle Days)
Encore:
11.Cherbourg
12.A Sunday Smile
Encore 2:
13.Brazil
14.Siki Siki Baba (Kocani Orkestar cover)
15.My Night With The Prostitute From Marseille
Encore 3:
16.Gulag Orkestar
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WOODSTOCK Agosto 15, 2009

Arquivado em: Música, Olhando o mundo — Beija-flor @ 1:20 am

40 anos do festival flower power que fez história, fez cultura, mudou o mundo e reuniu gênios por uma causa mais que nobre numa geração adimirável.woodstock_music_festival_poster

Paz, cooperação, amor livre, música da melhor qualidade e muitas drogas. Analise sob o prisma que lhe apetecer.

Queria juntar muito material e fazer o post mais legal do universo, com tudo tudo mesmo. Mas em tempos de wikpedia e google isso não é grande mérito. E afinal tô escrevendo pro meu blog e não pruma enciclopédia.

Woodstock, nessa minha visão musicófila, adolescente e abobada foi o festival onde o The Who tocou sua ópera rock inteirinha, onde Janis se mostrava divinamente, onde Jimmi tocou o hino americano, onde o Santana tocou tão louco de ayahuasca que achava que o braço de sua guitarra era uma grande cobra eletrizada e incontrolável. Onde a geração Vietnã, burguês padrão, resto de sonho americano, Nixon-republicana-opressora sucumbiu por pelos menos 3 dias à esperança sonora, colorida, psicodélica e que sabia com o que sonhar.

E mais do que isso Woodstock inspira. O Ecos são ouvidos até hoje (MGMT e outros queridinhos modernosos não me deixam mentir), mas acho que se devia se prestar mais atenção. 500 mil pessoas, um festival que começou “pequeno” e pago pra virar público e enorme, incontrolável, maior que sí!

Uma busca insana pela paz (apesar do tamanho e da pouquíssima organização do festival, não há registro de violência), contra cultura escancarada alí. Um grito jovem pra alterar aquela ordem quadrada e indesejada. Não digo que eles eram maravilhosos, heróicos, indefectíveis, mas encontraram um jeito pra mudar o mundo. No mínimo marcaram. O mundo precisava daquilo.

E agora? Do que o mundo precisa? Estamos nós dispostos a fazê-lo?

“Eles venceram e o sinal está fechado pra nós que somos jovens”. Será?

Se a mentalidade exigida já não é “sexo, drogas e rock’n'roll” , teje certo que “axé, cachaça e putaria” também não.

Adimiro muito, e cansei de ser essa reedição barata de gente.

 

Show das xícaras Agosto 15, 2009

Arquivado em: Música — Beija-flor @ 12:17 am

Era mais um sexta-feira de sol e manifestação da CUT na Avenida Paulista. A despeito do trânsito e do estresse, seguí feliz e contente rumo à Fnac para juntar-me a mericsson 014ais uns tantos fãs de mais uma boa surpresa da nova mpb: Tiê.

Cheguei 1 horinha mais cedo pra garantir minha  senha, caso necessário, e nem sinal de show no acanhado palco ao lado do Frans Café. Fui almoçar, voltei e me deparei com uma moça de camiseta do batman, cabelo desgrenhados , óculos de sol e cara de pouquíssimos amigos dedilhando o violão. Decepção momentânea. A atmosfera completamente intismista deixava a artista desprotegida e revelava seu humor-de -acabei-de-acordar. Aos poucos as coisa foi melhorando. Óculos na mesa e olhos (doces, ternos) à vista, cabelos solto, pequenas reclamações cotidiana. “Vocês viram a manifestação aqui né?! Não quis ficar no trânsito e vim de metrô carregando tudo isso. Na volta, não quero nem saber, espero no trânsito”. E  a voz, E QUE VOZ, aquela mesma que se tem notícia em estúdio. Melodias doces, letras singelas, mais uns “causos” que nos faziam sentir na sala de estar daquela amiga riquinha que toca violão (mesmo que a cantora não se sentisse tão confortável com o tilintar incessante no balcão ao lado, ou com a animação das ofertas do dia). Durante 45 minutos curtimos música boa, histórinhas meigas e a simpatia da Tiê ! Ela, que parecia olhar pra cada um dos 30 ou 40 rostos que alí ouviam, que sentou no chão pra autografar caderno, distribuiu sorrisos, fez piadas…

É, nada mal pra mais um almoço ensolarado na paulista.

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(1915-2009) Agosto 14, 2009

Arquivado em: Memória, Música — Beija-flor @ 12:07 am

Sim, o Les Paul morreu. Aquele simpático senhor que tanto fez pelos rock, pela gibson e pelos guitarristas.

É difícil ficar me delongando sobre a história desse ultra pioneiro gênio fodão e etc, não sei por onde começar, nem se estou a altura de escrever sobre tal . Mas ele merece todas as homenagens rock’n'roll desse mundo.

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Singela homenagem Abril 5, 2009

Arquivado em: Música, Olhando o mundo — Beija-flor @ 6:24 pm

15 anos sem Kurt Cobain. Não sou a maior fã de Nirvana mas há de se reconhecer a importância desse nome.

Achei o vídeo realmente bonito, e atire a primeira pedra quem não chora de saudade de alguém ouvindo “Seasons in the sun” ou “Love in the afternoon”

 

Cabeças da rádio Março 31, 2009

Arquivado em: Memória, Música, Poesia — Beija-flor @ 12:55 am

Sons cintilam e sentem

No trépido torpor de tristes trevas

Ilumina-se, fundo de minh’alma

Vibra, enlouquece, acalma

Cantam, contam, aquietam

Depois de anos, desejada quimera

Oito álbuns, tanta espera

Não foram em vão, enfim valeram

Trinta mil auras, trinta mil halos

A força de trinta mil cavalos

Trinta mil em outro estágio

Trinta mil cabeças de rádio

 

A noite mais feliz da minha vida Março 29, 2009

Arquivado em: Memória, Momento, Música — Beija-flor @ 2:32 am

O show foi no domingo e ainda hoje eu não encontro palavras para descrever a experiência de estar entre as 30 mil cabeças de rádio na chácara do jóquei. Com tantas resenhas rolando por esse mundo virtual de meu Deus, vou tentar aqui não escrever “mais do mesmo”.

O lugar é no fim do mundo à direita, é bem verdade. Eu tava com um pavor REAL de chover, pois além da lama era quase certo que teríamos que enfrentar algamento devido à proximidade do local ao córrego Pirajussara. Porém como disse o site rraurl, contamos com uma mãozinha de São Pedro/ Cacique Cobra Coral que nos ameaçou com um sereno no começo da noite, mas nos brindou com céu estrelado e ventinho agradável. Mas vamos à sequência cronológica.

Cheguei às 18:30, teria chego um pouco mais cedo se não tivesse errado a altura da Francisco Morato em que devia descer para chegar a Chácara. Depois de correr desesperadamente, subi a ladeirinha que dava no palco ao som de “Primeiro andar”. A reação de fincar os dois pés numa parte plana, dar de cara com o palco e ouvir os primeiros acordes de “O Vento” foi indescritível: as pernas tremeram, os olhos aguaram e um arrepio passou pelo corpo inteiro… EU ESTAVA LÁ!!

O show dos Los Hermanos foi quase que simbólico. A energia era muito boa, afinal devia haver pelo menos 20 mil fãs saudosos que não ligaram se o som estava baixo, se o barba errou uma virada, Camelo mandou um embromation ou se o Amarante estava DEVERAS chapado… Frases como “Vocês ficam tão lindos daqui de cima” e “Viva a Alegria!” marcaram um show todo meigo e compreensivo dos barbudos enferrujados.
Obs: O Bubu sim, comanda tudo!! Os naipes de metal ao vivo são realmente FODA.
Obs 2: Parte da diversão da platéia (pelo menos próxima a mim) foi gritar “TOCA Mallu! Tchubaruba! Anna Júliaaa” – e eu não sei como nenhum fã xiita não bateu na gente.

Kraftwerk foi tradição mesmo. Pouca coisa mudou do set list do Tim 2004 pra cá, mas há de se respeitar os tiozões do eletro. Os efeitos de palco encheram os olhos, tanto os telões como as luzes e até a troca da ropua preta por uma quadriculada de largas tiras brancas (remetendo a uma coisa vetorial/ cartesiana)e os robôs que assumem o lugar dos músicos em The Robots (quase tão sexagenários quanto os “humanos” da banda). Quem não era fã ficou realmente um pouco entediado, mas dá pra dizer que valeu.

Assim que se apagaram as luzes de kraftwerk, a ansiedade do universo se concentrou na platéia. Agora sim, já havia 30 mil pessoas cobrindo completamente o gramado, um mar cujo fim eu nã ví nem tendo um colo pra me levantar. 21:00, como muitos, fiquei sentadinha contendo a emoção e evitando ser pisoteada. 21:40, já não conseguia ficar sentada. Depois de ouvir muito reggae (? alguém explica?) levantei e pude ver que as colunas de luz já estavam todas colocadas (há quem diga que os roadies eram uma delicinha, mas eu não tava perto o bastante pra dar detalhe). 22h, pontualidade britânica … o soar das primeiras notas, acordes e distorções pôs aquele lugar abaixo “Used to be all right. What happened?” Aconteceu que  Thom Yorke, Ed O’Brian, Jonny Greenwood, Collin Greenwood e Phil Selway estavam alí, depois de tanta espera (alguns anos pra uns, alguns meses pra outros – o nível de fanatismo era uma besteira perto do tamanho da energia que rolava naquele momento).
O que se seguiu foi um espetáculo arrasador. O nome “Just a fest” foi de uma humildade quase irônica para o tamanho do evento. O áudio também estava um pouco baixo no começo, mas antes do primeiro terço do show estava tudo perfeito… os efeitos luminosos eram surreais e tudo isso era dispensável frente ao repertório afiadíssimo que compensava todos os minutos em pé, as noites mal dormidas, o esforço pra chegar, cada centavo gasto… Pura catarse: pulos, gritos, palmas abraços. Um set com Fake Plastic Trees, Paranoid Android e Karma Police não conseguiria nada menos do que a reação calorosa da platéia paulistana. E quando ninguém acreditava que podia ser mais feliz do que já havia sido aquela noite, depois que algumas luzes do palco já tinham descido e na platéia só sobrava a atenção estática de quero mais, ele voltam… em grande estilo.. com CREEP. Muitos renegam o “hit” do grupo, que chegou a ser chamado de Anna Júlia do Radiohead (eu mesma não concordo, assim como não desmereço Anna Júlia), mas ninguém ficou indiferente ao velho conhecido (aliás, indiferença não existiu em nenhum dos 145 minutos de show). Nem eu esperava ficar tão feliz de ouvir aquele primeiro verso “When you were here before”, nada se comparado ao refrão cantado em uníssono, no qual duas ou três décadas  adolecentes cantanvam suas frustações a plenos pulmões.

Siim gente, eu sei que o banheiro tava sujo, a comida acabou, o preço da água era um abuso. Mas eu fiquei desde as 6 da tarde beber água ou ir ao banheiro e me alimentando das barrinhas de cereal que eu tinha levado e foi um deleite!! Os problemas pra sair por uma ÚNICA saída precisam ser reportados, assim como a precariedade do estacionamento oficial. Mas ainda assim eu não me importei de ficar uma hora esperando dentro do carro pra conseguir chegar na rua, não me importei de chegar em casa as 4 da manhã e dormir uma hora só. FOI A NOITE DA MINHA VIDA!

Tenho vivido a mais forte depressão pós-show da vida, proporcional a alegria de estar lá. Agora, resta perseguir blogs, sites e fóruns de discussão. Ver vídeos e acompanhar os últimos shows da América Latina (Argentina e Chile), comparar set list, saber que teve atraso no Chile e que jogaram um tênis no Thom na Argentina {2:17 do vídeo} (?!?!?!?!- G. Bush mode/on?!)
Entre as coisas mais bonitas que eu ví está o trabalho do Andrews Ferreira Guedis, que tem editado trechos dos vídeos postados por fãs no youtube, e criado clipes lindos…

Paranoid Android

E deixo o set list completo


Los Hermanos

“Todo Carnaval tem seu fim”
“Primeiro andar”
“O vento”
“Além do que se vê”
“Condicional”
“Morena”
“Andar”
“A outra”
“Cara estranho”
“Deixa o verão”
“Assim será”
“Cher Antoine”
“O vencedor”
“Retrato pra Iá-Iá”
“Casa pré-fabricada”
“Último romance”
“Sentimental”
“A flor”

Kraftwerk
“Intro”
“The man-machine”
“Planet of visions”
“Numbers”
“Computerworld”
“Tour de France”
“Autobahn”
“The model”
“Les mannequins”
“Radioactivity”
“Tee”
“The robots”
“Aerodinamyk”
“Musique non stop”


Radiohead

“15 step”
“There there”
“The national anthem”
“All I need”
“Pyramid song”
“Karma police”
“Nude”
“Weird fishes/ Arpeggi”
“The gloaming”
“Talk show host”
“Optimistic”
“Faust arp”
“Jigsaw falling into place”

“Idioteque”
“Climbing up the walls”
“Exit music”
“Bodysnatchers”

Bis 1
“Videotape”
“Paranoid android”
“Fake plastic trees”
“Lucky”
“Reckoner”

Bis 2
“House of cards”
“You and whose army”
“Everything is in the richt place”

Bis 3
“Creep”

 

RA DI O HEA_D Março 25, 2009

Arquivado em: Memória, Música — Beija-flor @ 11:30 pm

22/03/2009 – uma data pra não me esquecer!!

Desde segunda (tecnicamente, desde trerça, porque segunda eu não era gente) venho buscando informações sobre o show em sites importantes, blogs de todos os tipos e perfis do orkut. A idéia era fazer a crítica definitiva, que cristalizasse o momento da minha vida com acuidade científica nesse post. Hoje, depois de domir decentemente, estudar demasiadamente e refletir brevemente, me questionei: Será que é isso que eu realmente vou lembrar?!

Cansei de ler sobre a dificuldade de chegar, sobre a qualidade do áudio, sobre a falta de organização, sobre os hermanos enferrujados ou os tiozões alemães no ponto.  Faço então um breve retrato desconexo, porque sei que não precisarei de profusão de detalhes escritos pra me lembrar perfeitamente esse dia.

Chega em casa… Arruma-se. Msn: “Tá aí ainda?!”. “Tô esperando o cara, quando ele chegar a gente sai”. “Besos”. “Besos”. Sms: Saí.  Espera, carro, sms: “tá chegando?!”, Francisco Morato, Indicação é pros trouxas, POXA, ERA LÁ… retorno. Vou demorar. “Se chegar antes de mim entra, é mais seguro”. Desce. Corre, corre, corre. “Já chegou?”. “Tô correndo”. Corre, corre. “não dá pra parar aqui, me liga quando vc tiver na rampa”. Corre. Corre. Cheguei! Treme, arrepia, chora “O VENTO VAI DIZER, LENTO QUE VIRÁ. E SE CHOVER DEMAIS”.Cadê?! Grita, grita que eu não tô te ouvindo. Aí!! Abraça, encara a multidão. ELE VEIO MESMO!!!Belisca, dança, se mostra. “E ninguém dirá que é tarde demais/ que é tão diferente assim/ do nosso amor (respira) a gente é que sabe pequena” EU TE AMO. “É nóis”… entristece, reconsidera, dança. Pra frente! Pra frente! Booom esse lugar, não saio daqui por nada. Putz, Putz, Beng… MACHINE , MACHINE, MACHINE, MACHINE, MACHINE. Nossa, agora sim, tô em alfa. Pescoço, queixo, ombro. Leve tédio. Senta aí… proteção, carinho, elogios, afagos, socialização. Levanta. Cadê você? e você? e você? Desencana…”Será que tá cheio?!” o primeiro colo. “LOTAAADO” . Vai começar logo né?! aêêêêê. Mais colo. Viagem, música. All I need. Abraça, não tem reposta, emputece. Curte, grita, pula. Videotape, abraça, ganha abraço. Paranoid, abraça dança… e o pescoço, e o queixo e a cintura.  Quem diria?! vou ter que me benzer depois de tudo isso, haja inveja! Acabou. Acabou?! Acabou nada… Guess what it is? CREEP… e abraça, e olha, e divide, e colo, vê o palco, vê tudo, de cima, no alto, nas nuvens. Fim, acompanhada. Reveza, despede, tenta pela última vez. “Eu te amo”. “Vc sabe”, e um abraço, o máximo. Conhce, espera, anda, anda, anda, perde, volta, espera, espera, senta, espera, cochila, sms, cochila, sms. Come. Chega, banho, cochila, escola.

Depois tem o balanço de tudo, mas fica pra amanhã

Radiohead
Chácara do Jóquei, São Paulo, Brazil
March, 22, 2009

15 Step (In Rainbows)
There There (Hail To The Thief)
The National Anthem (Kid A)
All I Need (In Rainbows)
Pyramid Song (Amnesiac)
Karma Police (Ok Computer)
Nude (In Rainbows)
Weird Fishes/Arpeggi (In Rainbows)
The Gloaming (Hail To The Thief)
Talk Show Host (B-side – Trilha Sonora do filme Romeu e Julieta)
Optimistic (Kid A)
Faust Arp (In Rainbows)
Jigsaw Falling Into Place (In Rainbows)
Idioteque (Kid A)
Climbing Up The Walls (Ok Computer)
Exit Music (For A Film) (Ok Computer)
Bodysnatchers (In Rainbows)

Encore 1
Videotape (In Rainbows)
Paranoid Android (Ok Computer)
Fake Plastic Trees (The Bends)
Lucky (Ok Computer)
Reckoner (In Rainbows)

Encore 2
House of Cards (In Rainbows)
You and Whose Army (Amnesiac)
True Love Waits (I Might Be Wrong)/Everything In Its Right Place (KidA)

Encore 3
Creep (Pablo Honey)

 

Alguém avisa o Camelo… Novembro 29, 2008

Arquivado em: Música — Beija-flor @ 10:38 pm

que como instrumentista ele é um grande compositor ???

É meus amigos, o show do Hurtmold foi fantáááástico porém tinha um convidado surtando, que não estava aos pés da banda. Ficou lá, de autista com seu violão e seu gravador fazendo… ruídos (pra ser educada).

Siiim, provavelmente por causa dele a casa estava tão cheia e siiim, como ele estava no palco havia motivo pra tocar o finalzinho de “Além do que se vê” de Los Hermanos, mas pra que ele precisa que um violão?!?!? Não pode ficar lá, cantar “Tudo passa”, sorrir de canto e ir embora?!

É fato, ele fica musicalmente ofuscado por sua banda de apoio porque é compositror e não instrumentista e não tinha nada que aparece no show da banda pra fazer só barulho, completamente desnecessário….

Mas o show foi lindííííííííssimo! E valeu muito a pena, uma frequência fantástica, e músicos maravilhosos. Adoro o jeito com que o Hurtmold brinca com a dinãmica das composições e a maneira como os músico são introsados, e o vibrafone do Guilherme Granado é uma atração a parte!

Enfim, é isso… Camelo é legal compondo, mas alguém precisa avisar que música instrumental não é a dele.

 

Hey, Mallu… Novembro 10, 2008

Arquivado em: Música — Beija-flor @ 6:46 pm

Pra bom entendedor meia rima basta…

Lembro quando eu ouvi o som dela pela primeira vez. Uma amiga fez o P.A. dela, que ainda era a minazinha do myspace. Fui com toda a boa vontade, afinal minha amiga tinha dito “é mó sua cara, ela não deve ser mais velha que você e o sominho é legal”… eeeerm… brochei, aquela mina cantando com uma voz forçada semi-Regina Spektor, aquele violãozinho, bem tocado é verdade.. mas michuruuuca. Mandei um “ah, legal” pra minha amiga (e ainda bem que não existe emoticon automático de sorriso amarelo no msn)

Okay, depois descubro que de independente ela tem bem pouco, rola uma ajudinha do amiguinho do papai e PLIM! Nova musa do verão MTV.

Tá não é culpa dela. Mas essas super-hiper-mega-ultra-estima que dão pra mina é foda também. GAROTA PRODÍGIO DA MPB… MPB = “folk universitário”? (univesitário a.k.a. maneira de cagar o estilo e vendê-lo)

Não batasse, vem a declaração que sai na VEJA (ergh²²³³²³²³) “prodígio? Não sei o que é direito… é gente que faz as coisas antes do tempo”… AHMÁFAZFAZÔ

“Estou apaixonada pelo homem que me encontro em junção” – ESSA É PRA FECHAR COM CHAVE DE OURO… “me encontro em junção”, bonito né?! (eufemismo pra “tô pegando o Camelo”, uh?!)… e fala que os “amantes e rolos tão no meio musical”, e o “Helinho também era mais velho que eu, aprendí muito com ele”.. CAU-SAN-TE… bob dylan+janis joplin – atitude- qualidade vocal-cérebro = Mallu, com sorte…

Umpf, ercgh, écat, gasp…. pode falar que “é só porque ela tem a sua idade”, “Isso é inveja”.. NÃO GOSTO DESSA MINAAAAAAAAAAAAAAAA!

E pelamor… eu não queria pegar o Camelo não… pense numa pessoa mala e metida à filósofa