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Os meios de comunicação como extensões do homem

18 jun

“Deve ser apaixonite, obsessão, coisa que o valha. Até joguei o nome dele no Google”

Há de se ter um álibi dos bons, dos universais: ele não usa o facebook! Até tem, mas é lacônico em informações, interações, raciona amigos e poupa comentários. Confessou, é verdade, que esquadrinhou minha página já. Ele me tem na mão, ou melhor, no mouse.
Faz parte das nossas diferenças, um choque de gerações. Ele é do tempo que a gente se telefonava. Ambos trabalhamos, temos compromissos, carteira de motorista, reuniões, saudades…. mas a diferença grita: eu twitto, cutuco, curto e resolvo 80% das situações de comunicação distribuindo 160 caracteres com o polegar apertando uma tela que responde com previsão de palavra, ele telefona. Até nos mais impensados atos, nossa diferença: à meia noite, uma frase com demasiado carinho e erros de digitação revela a carência etílica… cinco horas depois, a resposta vem em desesperadas ligações que deviam ser barradas pelo bafômetro. Quem quer falar numa hora dessas? Ele, que ignora sms.

Amor Líquido, ou quase

31 mai

A gente se acostuma com as coisas efêmeras, sem perder um anacrônico romantismo.

O problema é que a gente aprende que um dia vai ver o passarinho verde, acordar diferente. E quando acorda, já passou.

 

 

*4 days and counting”

Crise

28 mai

O problema é que eu nasci numa época dos estereótipos fechadinhos.Nick Hornby já tinha cunhado a cultura pop, já era banal fazer piada da própria postura blasé. Alternativo, pra minha geração, já é nicho de mercado e tendência estética.

“Já vem pronto e tabelado
É somente requentar
E usar”

E eu sigo, ocupada demais com pragmatismos do tipo trabalhar, consumir, ir a aniversários, construir minha imagem em redes sociais, ser legal, ser bacana, ser cult, ser eu-mesma-para-os-outros, articular, polemizar e curtir… aí não sobra tempo pra surpreender o mundo com porra nenhuma. Só tomo chá no frio curtindo Belle & Sebastian. Pra fingir que sou o fino do novo blasé-cool britânico no começo dos anos 90.

Manifesto das Mulheres que querem outra coisa

4 abr

Queimamos sutiãs em praça pública, conquistamos o direito de votar e já somos lideranças políticas. Chefiamos família, cumprimos jornada tripla com depilação, menstruação, reclamação. Nós damos conta.

Mas tem certas coisas impossíveis. Não porque não damos conta, mas porque não PRECISAMOS dar. Não é possível que depois de tudo que a gente não possa querer uma coisa tão simples: outra coisa. Não sei se eles sempre precisam de uma muleta ou é uma endemia da geração, mas eles nunca percebem isso.

Homem é tudo igual e a história é sempre a mesma. Arbitrariamente, os ditos colocam na cabeça que nós queremos “algo sério”, toda uma situação é desenvolvida em torno disso até que eles somem, é claro, porque não queriam a coisa séria. Eles saem de cena, muito coerentes, sem dizer o que quiseram, queriam ou ainda querem com tudo aquilo. ESCUTA AQUI, CARA PÁLIDA, NÃO FALTOU SABER DA GENTE?!

Existem mulheres que estão tranquilas no canto delas. Que não querem ficar junto depois da primeira ficada, namorar depois da primeira transa, conhecer família, mudar status de facebook, trocar alianças nem nada disso. Elas querem o que vocês dizem querer, mas nunca parecem estar dispostos a construir. Não somos mal amadas, nem metidas a modernas, nem devoradoras de homens, nem fúteis… não, não. A gente só sabe “amor não é fácil de achar” e prefere esperar em boa companhia.

 

Desabafo

3 mar

Não basta querer, tem que fazer questão.

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