Começo aqui um dos posts mais desejados, planejados e difícieis desse blog. Uma homenagem quase tardia a uma das pessoas dignas dela que conheço.
Talvez eu não tenha motivos para tanto medo. Talvez tenha motivos demais. Mas é que, é que…
Tem pessoas que merecem ser impressionadas. Tem homenagens que precisam ser feitas com muito cuidado, pois só assim cumprirão sua função.
Essa pessoa eu adimiro há tempos, me identifico e, por ela, às vezes, manifesto uma idolatria quase ridícula. A importância dela nesess últimos quatro anos faz com esse post seja mais que um desafio, um dever moral.
Deveria começar … pelo começo. O primeiro traço adimirável era mesmo “profissional”. Afinal, bons professores marcam nossas vidas. Bons professores que nos fazem entender matérias difíceis marcam mais. Mas professores extraordinários te surpreendem. E foi isso que ele fez quando disse “lembro da nota dela porque ela é são paulina”. Poxa, todo mundo dizia que nesse colégio eu não passaria de um número e ele me vem com essa logo no começo do ano! Já achava o cara demais.
E a partir de então ele já era um professor querido. Mas eu, tendo alguma auto-crítica e uma timidez de tatu, nunca fui de super ficar fazendo social com professor… demorou pra descobrir que além de torcer pro melhor time do mundo, ele também curtia fórmula 1 e jazz. E no fim do ano- de TETRA, aliás- era um ídolo. Pena que eu ia acabar mudando de professor.
Não tão cedo, pois no primeiro colegial lá estavam os powerpoints de álgebra , a atenção e competência dele salvando a vida dessa humanóide. Ano de PENTA aliás, em que ele deu aula com faixa de campeão antecipado e tudo. Uma grande figura!
No segundo colegial já não tive a mesma sorte. Mas tudo bem, ainda nos encontrávamos no corredor e pudemos comemorar o HEXA!
No último ano, O CAMPEÃO VOLTOU!! E as aulas de álgebra eram novamente precedidas de comentários da rodada. Mas último ano é sempre pior né?! Acabei descobrindo que o cara foi ao show do Radiohead, adora Jorge Drexler e tem um blog sensacional no qual comenta sobre todos os filmes que eu quero ver na minha existência. Sim, idolatria ridícula! Sempre lá, puxando um papinho…tentando o absorver tudo o que podia daquele cara tão legal, com uma vida tão legal, com uma postura tão legal.
Mas isso tudo não passa de um pretexto pra justificar uma admiração por coisas muito mais importantes. Uma pessoa em quem eu realmente pretendo me espelhar, que me faz acreditar de que dá pra ser realista e ter alguns ideais. Alguém que dialoga comigo sem que eu me sinta uma criança tutelada só porque ele é meu professor . Alguém que sabe como fazer a diferença em seu ambiente, seja lá qual for. Sei lá… ele faz tanta coisa extraordinária e faz parecer tudo tão natural.
Agora acabou mesmo. Não adianta achar que ano que vem ele vai resolver dar aula na Cásper Líbero (apesar de não duvidar da competência dele para tal), que não rola. Só espero mesmo encontrá-lo por aí: nas salas de cinema da paulista, nos jogos do São Paulo e nos corredores do Bandeirantes ,quando a saudade daquela gaiolinha de tiojo aparente apertar.
Eu sei que vou lembrar dele sempre, com o mesmo carinho e adimiração que tenho agora.
Receio ter soado puxa saco, exagerada, infantil e etc. Mas quando se trata de Milton Sgambatti, não me contenho, não.