Pode ser muito estranho… Nos reencontramos depois de 6 (7?) anos, felícissimas por esse achado, mas sem poder falar de “saudade”.
Saudade é denso, é profundo.. é mais que memória carinhosa, é mais que presença em festa de aniversário. Isso conta, mas não dá saudade.
Desde então, nos vemos sempre que dá. Uma semana que falha é o bastante: saudade.
Não foram 7 anos, mas a palavra era essa. E nada me deixou mais feliz do que ouvir “ai que saudade” e saber que a recíproca era inteira e perfeitamente verdadeira.
Tá vendo? Esse negócio de sangue é balela… dei sorte que em alguma parte os nossos são iguais. As conversas, a cumplicidade, as coincidências incríveis nos tornam muito mais que primas. Primas ficam seis anos sem se ver e até desconfiam que não se reconheçam mais. Nós ficamos uma semana sem nos ver e cultivamos saudade.