Eu vou comprar uma câmera de fotografar gente.
Ela só funciona ao ar livre e gosta de vida, de movimento, de desordem.
Vou fotografar alegrias saturadas, gargalhadas de alto contraste, show ao cair da tarde, pôr-do-sol escarlate.
Vou pedir uma pose ao meu casal de margarina preferido, minhas jaopnesinhas vão se multiplicar no filme e quem diria que minha menina poderia ficar ainda mais colorida! Vou dar saltos e piruetas, ampliar meus horizontes com 4 disparos em 2 segundos! Todo carinho multiplicado, tudo que valha a pena ser guardado, toda a brincadeira e memória.
Vou colocar a dramatização dos amigos em camadas, vou registrar as peripécias com a prima reencontrada, vou paparaziar toda a cachorrada, a guerrinha d’água da criançada e o baralho da velha guarda.
Vou deixar aqueles meninos voarem, com meus clics a milhão, fotografar tudo que inspira esse quase-coração.
Porque meu coração gosta de vida, de movimento, de desordem.
http://microsites.lomography.com/supersampler/galleries/moveyoursubject/39
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E é lógico que vai ter foto mais difícil, tirada a muito custo e guardada com muito carinho. Vou tirá-la da carteira no baile da suadade e dizer: “Tá vendo, botafoguense turrão? Mesmo sendo capitalista eu tinha mais de comunista que você… você nem sabia o que era uma Lomo!” E a gente vai brigar, como em todas as nossas histórias de melhor amigo.