Codinome Beija-flor

amplificando segredos de liquidificador

Desabafo Novembro 27, 2009

Arquivado em: Momento, Olhando longe, Olhando o mundo — Beija-flor @ 12:42 am

Não sei explicar, mas sinto um peso novo….

Não é mais lição de casa, é auto-estudo.

Não é mais “passar de ano”, é a vontade de estar na faculdade que -acho que- eu quero.

Não é mais minha mãe me mandando comer direito, dormir cedo,  é a minha qualidade de vida.

Não é um compromisso, é o medo de frustar expectativas alheias.

Não é mais precisar do outro pra viver, e sim perceber os reflexos dele em mim…ainda que de longe.

Não é mais o cumprir as regras dos outros, é saber jogar com as minhas.

Acho que  isso é “crescer”, ouso dizer que isso seja “amadurecer”.  Tomar cosciência do peso e da medida dos meus atos e saber que, antes de tudo, sou eu o principal alvo e o único agente de cada um deles. Espero aprender a lidar melhor com isso dia após dia, paulatinamente. Afinal deve ser isso que chamam de “vida” nas rodinhas de gente grande.

“Tenho uma vontade besta de voltar, às vezes. Mas é uma vontade semelhante à de não ter crescido.” Caio F. Abreu

 

BIGV Novembro 17, 2009

Arquivado em: Uncategorized — Beija-flor @ 10:50 pm

“Nós quatro, nós quatro

Eu com ela

Eu sem ela

Nós por baixo

NÓS POR CIMA”

Nesses momentos de fim simbólico a gente sempre desenterra umas saudades ou dá atenção às não tão latentes. Esse é um caso.

Nunca fui a favor de panelinhas – hoje não me considero membro de nenhuma – mas em 2007 eu fui, e não me arrependo. Quatro meninas nova que não se conheciam muito, uma sala nova, 3 delas eram novas no colégio. Duas delas eu nunca imaginei como amigas, a outra era um ser neutro.

E depois de tímidos almoços e um memorável açaí não demorou muito pra essa galerinha do barulho começar a armar muitas trapalhadas e confusões pelos quarteirões do Paraíso.

Na vida escolar, um quarteto é quase estratégico: são duas duplas e um grupo padrão de atividades. Mas elas acabaram sendo um extra-curricular e tanto. É óbvio que alí existiam 3 níveis de amizade: A melhor amiga, a grande amiga e a amiga da amiga. E foi nesse padrão que a vida seguiu.. quando tudo começou há um tempo atrás, na ilha do sol, não imaginávamos que íamos viver TANTO. Papos nonsense de MTV, dias gordos e “girly” de GNT, momentos de dramalhão mexicano, tramas de gossip girl e confraternizações de F.R.I.E.N.D.S.

Foi errando e acertando com elas que eu me tornei quem eu me tornei. Os erros delas me fizeram rir algumas vezes, endurecer outras e aprender sempre.

Talvez por ter sido num momento crucial, talvez por eu não esperar muita coisa de cada uma delas, talvez por personagens externas que eu não vou citar aqui, talvez por nada disso…. elas se tornaram determinantes na minha vida.

Hoje vejo a Isa muito pouco, mas não deixo de rir da cara dela quando posso.

Hoje não estudo mais com a Gabs, mas a minha flor tem raízes das mais profundas no meu jardim.

Hoje a Babi é ainda mais que antes, mas a presença física dela me faz falta.

Podemos não ser mais uma panelinha, podemos não mais almoçar juntas, passar horas brisando sobre sabe-se-lá-o-que na escada, podemos não mais sentar lado a lado, podemos não ter mais as setinhas da amizade em nossas mãos. Podemos até não mais ser BIGV… se o laço afetivo afroxou, o das memórias está tão apertado que já é parte de mim… e eu não me arrependo de ter vivido absolutamente nada do jeito que eu viví.

Ainda que mude muito, a “versão 2007″ de vocês está carinhosamente guardada comigo.

 

Desafio às leis da física Novembro 10, 2009

Arquivado em: Momento — Beija-flor @ 10:13 pm

Mamãe entende mais da vida do que Newton, e por isso já tinha me alertado: “não fica esperando nada”.

Eu mesma, quis me convencer de que não ia esperar nada em troca do que fiz. Me conheço bem, e quase desistí de te fazer a bendita surpresa, só pra não me decepcionar. Mas hei de ser esse eterno retrato em branco e preto. Fui lá te desafiar, tendo respaldo na física.

Toda ação gera uma reação, não é assim?! Não pra você.

Talvez, vá,  um choque elástico com uma tremenda perda de energia. Não é que eu cobre, mas eu esperava, sei lá…

Não nego, fiquei feliz com aquele seu meio sorriso sincero, apesar de lacônico. Valeu a pena, espero.

 

Viver bem é… Novembro 8, 2009

Arquivado em: Momento — Beija-flor @ 6:23 pm

Aiai, escolhas boas que a gente faz da vida.

Escolhí o sol no sábado. Ao invés de morrer estudando, peguei um metrô e um ônibus e me coloquei a andar entre antiguidades na Benedito Calixto. Não dispensei uma boa companhia conhecida pra me acompanhar e se perder comigo entre os olhares indies de belos barbadinhos escondidos atrás de seus Wayfarrers.

Entre o som e o consumo -surpresa- escolhí o primeiro. Entre muito oléo de fritura, pastel, caruru e outras comidinhas de feira estávamos nós ouvindo chorinho do bom tocado por uma banda simpatissíssima de vovozinhos afinados e moçoilas graciosas.

Escolhas que fazem da gente: de repente, simpáticos senhores puxam papo. Como o primeiro não é tão senhor nem tão simpático, a gente evita de leve. O segundo, que parece ter saído de uma novela do Manoel Carlos é educado de dar gosto, e começa aquele papo delicioso.

Engraçado como isso não acontece com outras pessoas. Eles são de outra época, e isso não é uma crítica. Eles são do tempo que se conversava na rua sem medo, em que a socialização não era virtual. Eles perguntam pra gente se a gente já “olha pros meninos jogando futebol e escolhe um pra tirar do campo e ficar junto”. Eles têm um charme, um jeito de ver a vida tão mais bonito, tão mais chorinho, tão mais samba.

E quando me escolhem, me tiram pra dançar. Aí eu rebolo pra acompanhar o passo desses bambas de gafieira que me dão a honra da dança, da atenção e do carinho sem intenção além do fazer amizade, do dividir, do aproveitar uma tarde de sol e chorinho.

Imagine se eu tivesse escolhido ficar em casa?

 

Receio Novembro 3, 2009

Arquivado em: Memória, Momento — Beija-flor @ 12:46 am

Começo aqui um dos posts mais desejados, planejados e difícieis desse blog. Uma homenagem quase tardia a uma das pessoas dignas dela que conheço.

Talvez eu não tenha motivos para tanto medo. Talvez tenha motivos demais. Mas é que, é que…

Tem pessoas que merecem ser impressionadas. Tem homenagens que precisam ser feitas com muito cuidado, pois só assim cumprirão sua função.

Essa pessoa eu adimiro há tempos,  me identifico e, por ela, às vezes, manifesto uma idolatria quase ridícula. A importância dela nesess últimos quatro anos  faz com esse post seja mais que um desafio, um dever moral.

Deveria começar … pelo começo.  O primeiro traço adimirável era mesmo “profissional”.  Afinal, bons professores marcam nossas vidas. Bons professores que nos fazem entender matérias difíceis marcam mais. Mas professores extraordinários te surpreendem. E foi isso que ele fez quando disse “lembro da nota dela porque ela é são paulina”. Poxa, todo mundo dizia que nesse colégio eu não passaria de um número e ele me vem com essa logo no começo do ano!  Já achava o cara demais.

E a partir de então ele já era um professor querido. Mas eu, tendo alguma auto-crítica e uma timidez de tatu, nunca fui de super ficar fazendo social com professor… demorou pra descobrir que além de torcer pro melhor time do mundo, ele também curtia fórmula 1 e jazz. E no fim do ano- de TETRA, aliás- era um ídolo. Pena que eu ia acabar mudando de professor.

Não tão cedo, pois no primeiro colegial lá estavam os powerpoints de álgebra , a atenção e competência dele salvando a vida dessa humanóide. Ano de PENTA aliás, em que ele deu aula com faixa de campeão antecipado e tudo. Uma grande figura!

No segundo colegial já não tive a mesma sorte. Mas tudo bem, ainda nos encontrávamos no corredor e pudemos comemorar o HEXA!

No último ano, O CAMPEÃO VOLTOU!! E as aulas de álgebra eram novamente precedidas de comentários da rodada. Mas último ano é sempre pior né?! Acabei descobrindo que o cara foi ao show do Radiohead, adora Jorge Drexler e tem um blog sensacional no qual comenta sobre todos os filmes que eu quero ver na minha existência.  Sim,  idolatria ridícula! Sempre lá, puxando um papinho…tentando o absorver tudo o que podia daquele cara tão legal, com uma vida tão legal,  com uma postura tão legal.

Mas isso tudo não passa de um pretexto pra justificar uma admiração por coisas muito mais importantes. Uma pessoa em quem eu realmente pretendo me espelhar, que me faz acreditar de que dá pra ser realista e ter alguns ideais. Alguém que dialoga comigo sem que eu me sinta uma criança tutelada só porque ele é meu professor . Alguém que sabe como fazer a diferença em seu ambiente, seja lá qual for.  Sei lá… ele faz tanta coisa extraordinária e faz parecer tudo tão natural.

Agora acabou mesmo. Não adianta achar que ano que vem ele vai resolver dar aula na Cásper Líbero (apesar de não duvidar da competência dele para tal), que não rola. Só espero mesmo encontrá-lo por aí:  nas salas de cinema da paulista, nos jogos do São Paulo e nos corredores do Bandeirantes ,quando a saudade daquela gaiolinha  de tiojo aparente apertar.

Eu sei que vou lembrar dele sempre, com o mesmo carinho e adimiração que tenho agora.

Receio ter soado puxa saco, exagerada, infantil e etc. Mas quando se trata de Milton Sgambatti, não me contenho, não.

 

Madrugada de outubro Outubro 18, 2009

Arquivado em: Poesia — Beija-flor @ 3:05 am

Não me contento em conhecê-lo, afagá-lo

Quero sê-lo

Quero está-lo

No estalo selado do beijo

No desejo mais melado

No mistério divertido

No amante namorado

Não amar antes, sem cuidado

Atenção ao mar nunca dantes navegado

A tensão do encontro marcado

O tesão de um corpo estirado

Vulnerável no estrado

Um fado

Um desejo

Um beijo

E morangos mofados

 

Ciclo virtuoso Outubro 18, 2009

Arquivado em: Poesia — Beija-flor @ 2:44 am

Ler me inspira a escrever. E quanto mais eu escrevo mais eu quero ler. Aí sai mais ou menos isso:

 

Não me dissuadirão

Ainda que muito eu viva

Do teu amor me fiz cativa

Não houve necessidade

Fostes minha opção decisiva

Do teu amor me fiz cativa

Por felicidade, teimosia,

Ainda que sem motivo

Espero que do meu amor

Tu também te faças cativo

Insistirei fielmente

Nessa ferida corrosiva

Do teu amor serei cativa

Uma paixão surgirá

Talvez com muitas conviva

Do teu amor serei cativa

“Es mub sein” – sina escolhida

Meu destino verdadeiro

Teu amor, meu cativeiro

 

Sobre o tempo Outubro 4, 2009

Arquivado em: Momento, Opinativa (coisa séria, ou não) — Beija-flor @ 10:30 pm

Ele tem me faltado. O pobre blog ficou abandonado. Essa falta me incomoda. Quando incomoda eu escrevo.

O último post já tinha a ver com o tempo, é bem verdade. Mas agora o approach é outro. Daquela época em que a vida parece uma bomba relógio. Duas semanas praquilo, 2 meses pra isso, 24 horas, 5 minutos, 2 décadas.

Plano, vaidade, vontade, compromisso, desejo, vida social, agenda, tic tac, tic tac, tic tac. O tempo parece escorrer pelas mãos , como já diria Lulu. Muita pressa, otimização,prazos, metas, pouco sono, pouco ócio. Vivendo tudo que há pra viver, mas sem me permitir. Não me permito um dia sem estudar, não me permito faltar no churras, não me permito deixar passar AQUELA oportunidade. Eu não me permito? Os outros não me permitem, o sistema não me permite, os bons costumes não me permitem. Assim, com preguiça e botando a culpa nos outros , eu vou fingido me fazer, deixando que me façam.

Atire a primeira pedra aquele que não chega no domingo programando a semana. O futuro é necessário! Mas junto com ele vem o medo, a falha e todo o resto que me desmotiva. Justo eu, que ainda na semana passada me queixava de AINDA ter 16, AINDA estar no colégio e PERDER aquela oportunidade.

Essa ansiedade de abraçar o mundo aperta o coração.

Entrou por uma porta, saiu pela outra. Quem quiser que conte outra

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TOP 10 – AFLIÇÕES CRONOLÓGICAS

Tempos Modernos – Lulu Santos

Sobre o Tempo – Pato Fu

Amigo do Tempo – Mombojó

Paciência – Lenine

Tempo no Tempo – Mutantes

Senhor do Tempo – Caetano Veloso

O Tempo não Para – Cazuza

Tempo Perdido – Legião Urbana

Tempo sem Tempo – José Muiguel Wisnik

Meu mundo é hoje – Paulinho da Viola

 

Do ócio necessário Setembro 16, 2009

Arquivado em: Momento — Beija-flor @ 10:55 pm

Depois da tempestade, nada melhor que uma bonança, ou melhor, um dia de sol.

Coisas que nos fazem pensar em “cresimento”, “amadurecimento”:  o valor do tempo livre.

Sim, ontem foi uma tragédia grega mesmo: 7 horas de estudo, um terrorzinho, A procupação. Mas passa mesmo, juro que passa. E quando passa é bom!

Necessidade de passar uma tarde estirada no sofa, do lado dos amigos, revirando câmeras analógicas na internet. Dando risada, comendo pão de queijo, rolando de rir.

Tenho muita necessidade disso. Gosto de crescer, estar viva, viver cheia. Mas às vezes é bom fingir que a gente para o tempo, freia aqueles milhões de contagem regressiva, passa um dia sem ambições, registra tudo no fim como uma enumeração barata que faz bem!

 

Eu náo sei dicer pórtugueis Setembro 13, 2009

Arquivado em: Música — Beija-flor @ 4:17 pm

Beirut fez o carnaval indie no Via Funchal.

Ressalto Beirut porque eles mostraram que são muito mais que banda de apoio do Zach Condon. Mas comecemos pelo começo.

Uma noite perto da Daslu. Muitos indies. Aqueeele clichê. A nata da social cult estava por lá: Indie-brechó, Indie-teatro, Indie-bukowski, Indie-pai, Indie-filho. Eram barbas, cabelos e bigodes. Chapéus-coco, boinas e panamás. Xadrez, all-star, reverbcity, conto do vigário, nonsense, needles & pins, sound & vision  e mais (inclua sua enumeração indie aqui). E valeu a pena chegar antes pra fazer o people wathcing nosso de cada dia e chegar a essas conclusões.

Valeu a pena chegar mais cedo? Opa, retiro o que eu disse. Quem dera atrasar e perder a “banda” de abertura. Manacá entrou no palco com aquele ambiente de churrascaria. As pessoas procuravam sua CADEIRAS (erro 1: show sentado) enquanto a banda assassinava “Canto de Ossanha” (erro 2, muito pior).

É meus amigos, nada é bom demais que não possa ter o dedo da Dona Globo pra botáafudê. A banda da Capitolina tinha que dar o ar da graça pra justificar o sucesso de “Elephant Gun”. O mais engraçado é que a banda é, de fato, da Capitolina.  Leticia Persiles tá precisando de uma desobsesão pra se livrar na personagem da microsérie. A atitude forçada, a voz fraquinha e a miscelânia errada de culturas garantiu um espetáculo de interrogações na platéia: O que essa mina tá fazendo aí?

Salvou-se Toninho Ferraguti, Claro. Mas por favor, muito pesudo essa mistura de marcatu, milonga, música clássica, rock pesado e bossa nova. Mais sorte da próxima vez, Manacá.

Mas aí veio Beirut e ninguém mais se importou. Começou logo com Nantes e a plateia por sí corrigiu o erro 1: todo mundo de pé, de forma bastante civilizada, inclusive respeitando a divisão monetária do negócio. Pagou menos, ficou atrás, não reclamou. Não demorou muito pra tocarem “Elephant Gun” que não foi tão cerejinah do bolo quanto eu imaginava. QUE ÓTIMO. A animação do público era tão grande que não teve muita diferença entre o hit e o resto. Tudo igualmente animado, uma beleza!

LEÃOZINHO! LEÃOZINHO! Se a plateia não cala, Zach arrisca o refrão e diz que esqueceu a letra (oh fuck!) e o baixista dá uma palinha só pra gente passar vontade. Decepcionou ? Talvez. Comprometeu? Jamais! Até porque teve Brazil, sambinha do bom pra inglês ver. Javanaise, Serge Gainsbourg pra ano da França do Brasil nenhum botar defeito!

Uma salva de palmas a todos os músicos do coletivo: mesmo com formação reduzida a banda não decepcionou. Paul Collins animadíssimo. Ao menos, penso que era ele. Os nerdinhos trocam tanto de intrumento que é díficil encotnrar a informação certa de quem é quem.

“Toca Raul”, Zach  divertiu, se divertindo. Magnetismo deve ser a palvra. Sintonia de muitos. Uma coisa forte.

Fimzinho. “This will be our last song. It would be nice if you came close to the stage”. SIIIM, todo mundo pra área Vip, mas longe do caos baiano. Mostramos o que os baiano não tiveram, um público educado. anfitriões que sabem se portar como bons convidados. O Zach também não tava ridiculamente bêbado e parece ter curtido de verdade mesmo o show. Foi lindo demais, foi lindo. De tão lindo, a platei barulhentíssima e muito preseverante ganhou até uma canjinha pós bis.

O via Funchal era uma festa.

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Setlist

1.Nantes
2.The Shrew
3.Cozak
4.Elephant Gun
5.Scenic World
6.My Wife
7.Postcards from Italy
8.The Akara
9.La Javanaise (Serge Gainsbourg cover)
10.Mount Wroclai (Idle Days)
Encore:
11.Cherbourg
12.A Sunday Smile
Encore 2:
13.Brazil
14.Siki Siki Baba (Kocani Orkestar cover)
15.My Night With The Prostitute From Marseille
Encore 3:
16.Gulag Orkestar
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